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Antologia de Poesia Brasileira do Século XX - BASTOS, Jorge Henrique

 

Organizada pelo jornalista Jorge Henrique Bastos, esta é a primeira antologia publicada em Portugal com maior representação de autores e períodos literários brasileiros. Entre os poetas seleccionados, é possível reconhecer os célebres Mário de Andrade, Cecília Meireles, Vinicius de Moraes e Haroldo de Campos, e outros menos divulgados, como Max Martins, Nelson Ascher e Orides Fontela. A obra apresenta igualmente um número significativo de autores das duas últimas décadas – Alexei Bueno, Cláudia Roquette-Pinto, Heitor Ferraz –, cuja produção literária se encontra ainda em fase de crescimento, mas constituindo já referência obrigatória.

 
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A Filosofia na Alcova - SADE, Marquês de

 
Sade quis devolver ao homem civilizado a força dos seus instintos primitivos, quis desembaraçar a imaginação amorosa dos seus próprios objectos. Julgou que daí, e só daí, nasceria a verdadeira igualdade. Porque a virtude traz dentro dela a sua felicidade, esforçou-se, em nome de todo o que sofre, por rebaixá-la, por impor-lhe a lei suprema da infelicidade, contra qualquer ilusão, contra qualquer mentira, para que ela pudesse ajudar todos os que condena a construir sobre a terra um mundo à medida imensa do homem
 
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Justine ou os Infortúnios da Virtude  - SADE, Marquês de

 

Em «Justine», o mais importante romance de Sade (cuja primeira versão data da época em que sofre dos olhos e se lamenta o mais possível dos vexames dos carcereiros), a virtuosa heroína é violada, molestada, aviltada, presa por falsas acusações e, por fim, maltratada por toda a sociedade. Sade é um lutador rude e arranca brutalmente à maldade humana a sua máscara de hipocrisia. Quando, em Justine, Roland graceja: «Sirvo-me da mulher como de um bacio na cama», Sade põe a nu o inconsciente de alguns indivíduos da vida real. Foi o único autor que conseguiu criar o zero absoluto do amor, o que lhe confere uma posição insubstituível na filosofia do erotismo. Depois de o ler, forçoso será cada qual recompor para si, com maior clarividência, os valores íntimos por ele radicalmente destruídos.

 
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Livro do Céu e do Inferno  - BORGES, Jorge Luís e CASARES, Bioy

 

Este livro, cuja consulta transforma a sua natureza a cada nova leitura, e é, sem exagero, uma das suas obras centrais, não viu a luz até 1960. Escreveram, então, ambos: «O critério que hoje nos guia é distinto. Procuramos o essencial, sem descurar o vivido, o onírico e o paradoxal. Uma antologia como esta é, necessariamente, inconclusa; o tempo e a tua notória erudição, oh leitor, hão-de revelar-nos céus ainda mais generosos e infernos ainda mais justos e cruéis».

 
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